Tocando Agora: ...

Justiça decreta prisão preventiva de mãe e cúmplice por assassinato de jovem em Caruaru

Publicada em: 20/11/2025 14:00 -

Crime teria sido motivado por disputa de herança; vítima foi torturada antes de ser morta. (Foto: Reprodução)

A Justiça de Pernambuco converteu em prisão preventiva, nessa quarta-feira (19), as detenções de Andrea Maria dos Santos da Silva e Josemi José de Santana Filho, suspeitos de envolvimento na morte de Allani Rayanne Santos, de 24 anos, em Caruaru. A decisão foi tomada durante audiência de custódia na Central Especializada das Garantias.

Segundo o Tribunal de Justiça, Josemi será encaminhado à Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, enquanto Andrea ficará recolhida na Colônia Penal Feminina Bom Pastor, no Recife. Os dois foram presos em flagrante na terça-feira (18), após o homem confessar o homicídio e implicar a mãe da vítima como mandante.

Investigação aponta motivação financeira

Allani foi encontrada morta dentro de casa, com as mãos amarradas, na segunda-feira (17). De acordo com a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma herança que a jovem havia recebido recentemente. Josemi, que mantinha um relacionamento com Andrea, teria ido à residência da vítima sob o pretexto de realizar um ritual religioso, exigindo a transferência do dinheiro.

Diante da negativa, ele a matou utilizando uma enxada de jardim e uma faca, segundo o delegado Eric Costa. A vítima foi torturada antes de morrer. Inicialmente, Josemi negou envolvimento, mas acabou confessando após ser confrontado com imagens que o colocavam na cena do crime.

Contradições e provas

Andrea já havia prestado depoimento anteriormente, mas retornou à delegacia após a confissão do parceiro. Durante o novo interrogatório, apresentou diversas contradições, o que levou os investigadores a concluir que ela teria encomendado o assassinato da própria filha.

Ao ser levada para a viatura, negou qualquer participação: “Ele não é meu companheiro, não! Que herança, que não tem herança, não tem dinheiro, não tem nada”, declarou à imprensa.

Armas recolhidas

Na tarde de terça-feira (18), Josemi conduziu os policiais até um matagal onde havia descartado os instrumentos do crime. Dentro de uma mochila, foram encontradas as armas e um lençol com manchas de sangue. O material foi recolhido pelo Instituto de Criminalística e será submetido à perícia.

Até o momento, a defesa dos suspeitos não foi localizada.

Fonte: Rádio Cidade

Compartilhe:
COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!
Carregando...